APRESENTAÇÃO
ARTIGOS E ENSAIOS
APOSTILAS E CIA.
CÁLCULOS
CÓDIGOS
CONSELHO EDITORIAL
COLABORADORES
COTIDIANO E DIREITO
CURSOS ONLINE
DOWNLOADS
DIRETÓRIO DE LINKS
GALERIA DE FOTOS
INDICES ECONÔMICOS
INFORME PUBLICITÁRIO
JUDICIÁRIO
LEGISLAÇÃO
LIVROS RECOMENDADOS
NOTÍCIAS JURÍDICAS
OAB
PALESTRAS / CURSOS
ROTEIROS PRÁTICOS
SERVIÇOS ÚTEIS
SITES AFINS
SORTEIO DE PRÊMIOS

Cadastre-se e receba em seu e-mail nossas novidades e promoções.

Nome:
E-mail:

Digite o código








Busca:

SUCESSÃO TRABALHISTA: JT reconhece sucessão trabalhista entre a Varig Logística e a VRG
26/07/2010 22:04

A 5ª Turma do TRT-MG negou razão a recurso da VRG Linhas Aéreas S.A (hoje pertencente ao grupo Gol), que protestava contra o reconhecimento da sucessão trabalhista que levou à sua responsabilização solidária pelos créditos devidos a um ex-empregado da Varig Logística S.A. A VRG - que adquiriu a Unidade de Produção da Varig (UPV) em leilão judicial em julho de 2006 - insistia na tese de que o objeto da arrematação na recuperação judicial está livre de qualquer ônus, além de que, o STF consolidou entendimento de que não é possível ocorrer sucessão no caso de recuperação judicial.

Mas, conforme esclareceu a relatora, juíza convocada Gisele de Cássia Dias Viera Macedo, embora a Varig e a Varig Logística estejam em processo de recuperação judicial, a norma legal que determina a impossibilidade de sucessão (artigo 60, parágrafo único, da Lei 11.101/05) não se aplica ao caso. Isto porque, a VRG era, à época do leilão, controlada pela Varig Logística que, por sua vez, estava sob o controle acionário da Varig S/A até um mês antes da arrematação da UPV (o que, para a juíza, teve, justamente, o propósito de afastar a possibilidade de sucessão trabalhista).

Ficou caracterizado, portanto, que as três empresas integram um mesmo grupo econômico: “Dessa forma, ainda que indiretamente a UPV foi arrematada por empresa controlada pela Varig, enquadrando-se na exceção do artigo 141, §1º, I, da Lei 11.101/05, razão pela qual deve ser reconhecida a sucessão trabalhista, conforme artigos 10 e 448 da CLT” , analisa a relatora. O dispositivo citado pela juíza prevê que a vedação à caracterização de sucessão em caso de recuperação judicial não se aplica quando o arrematante for sócio ou sociedade controlada pela empresa falida.

Frisa ainda a magistrada que a recuperação judicial da Varig não atingiu os objetivos dispostos no artigo 47 da Lei de Falência (quais sejam, viabilizar a superação de situação de crise econômico-financeira do devedor, permitindo a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores), já que os bens necessários à operação de aviação foram alienados, o que provocou a dispensa de inúmeros empregados.

A lei trabalhista prevê a solidariedade entre empresas quando uma está sob a direção, controle ou administração de outra, o que pressupõe coligação de estabelecimentos. “Assim, apesar de o contrato de trabalho ter sido firmado apenas com a Varig S.A e a Varig Logística S.A., a existência de um grupo econômico faz presumir a prestação de serviços em benefício de todas as empresas do grupo, implicando a responsabilização de todas elas, na forma solidária, pela quitação dos créditos devidos ao reclamante” , concluiu a relatora, mantendo a decisão de primeiro grau.  (RO nº 00761-2009-017-03-00-3)


FONTE:  STJ, 26 de julho de 2010.






ADOÇÃO DEFERIDA POR ABANDONO DO PAI: Corte Especial homologa adoção com base em tese de abandono do pai
DANOS MORAIS COLETIVOS: Empresa é condenada em danos morais coletivos por discriminar empregados
LEGITIMIDADE ATIVA DO MUNICÍPIO: Município tem legitimidade para executar título de Tribunal de Contas contra ex-prefeito
RECURSO REPETITIVO: Em arrolamento sumário, juízo não pode reconhecer isenção de imposto de transmissão causa mortis
DELITOS AUTÔNOMOS: Descaracterização de furto por insignificância não desqualifica crime de resistência à prisão
RESPONSABILIDADE CIVIL: Jornal não pode ser responsabilizado por prejuízo decorrente de anúncio nos classificados
PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVA: Produção antecipada de prova é legal quando a demora pode prejudicar elucidação do processo
DESTINAÇÃO DO FGTS: Em condenação, FGTS não pode ir direto para empregado
ABRANGÊNCIA DO MANDADO DE SEGURANÇA: Dilação probatória é incabível em mandado
PRESCRIÇÃO QUINQUENAL: Representante comercial tem cinco anos para pleitear direitos